Diretoria do Banrisul reunida com o vice-presidente da República, Gen. Hamilton Mourão

Na manhã de sexta-feira (18), a diretoria do Banrisul reuniu-se com o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão. No encontro, que aconteceu por meio da plataforma Webex, Mourão versou sobre as políticas públicas relacionadas à pauta ambiental, a repercussão das ações governamentais nos investimentos no País, e a necessidade de sanar o déficit nas contas públicas e de aumentar a produtividade nacional.

De acordo com o vice-presidente, conservar e desenvolver são objetivos complementares para uma potência agroambiental como o Brasil. Mourão destacou que foi esse o espírito que levou o presidente da República, Jair Bolsonaro, a recriar o Conselho da Amazônia Legal, em fevereiro deste ano. “A iniciativa resgata uma visão de longo alcance para a superação dos desafios da Amazônia, tendo como prioridade imediata o combate ao desmatamento ilegal e às queimadas”, salientou.

O governante frisou que os crimes ambientais são a face mais predatória de uma dinâmica desregulada de ocupação e exploração do território nacional, um sistema que se firmou ao longo das últimas décadas, em meio à impunidade e ao oportunismo. “O diagnóstico do problema é conhecido, precisamos atacar as causas do desmatamento ilegal, de modo a permitir que a liberdade econômica possa prosperar em território amazônico em conformidade com nossa legislação ambiental”, enfatizou.

Questionado pelo presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho (foto), sobre como os desmatamentos e queimadas afetam a imagem do Brasil perante os investidores estrangeiros, Mourão respondeu que os mais diferentes setores da economia do País são afetados com a situação, prejudicando a capacidade de exportar e atrair investimentos. “Não negamos, nem escondemos informações sobre a gravidade deste cenário, mas também não aceitamos narrativas simplistas e enviesadas; infelizmente grande parte do mundo olha para o nosso País por meio de uma janela estreita e por vezes distorcida”, sublinhou.

Mourão destacou que os crimes ambientais deixam o Brasil vulnerável a campanhas difamatórias, abrindo caminho para que interesses protecionistas levantem barreiras comerciais injustificáveis contra as exportações do agronegócio. “O Brasil fornece alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas mundo afora; qualidade e respeito ao meio ambiente são exigidos pelos consumidores que confiam nos produtos brasileiros”, frisou.

Em sua fala, Cláudio Coutinho apresentou as prospecções da diretoria do Banrisul em relação ao cenário fiscal e econômico do governo federal, e as consequências desta conjuntura na esfera da dívida pública. O dirigente apontou que a dívida pública rondando os 100% do PIB somada à manutenção de déficits fiscais elevados, podem levar o Banco Central para uma encruzilhada de “dominância fiscal”. Ele avaliou: “estamos correndo alto risco de chegar a um panorama em que a política monetária perde efeito com inflação alta, fuga de capitais e dificuldade em rolar a dívida pública interna”.

Coutinho indagou o vice-presidente da República se há um sentimento de emergência por parte do governo Federal para que essa perspectiva de descontrole macroeconômico seja evitada. Mourão respondeu que existem dois grandes pilares da economia que estão abalados: o equilíbrio fiscal e a produtividade. “Por isso, existe uma série de medidas que precisam ser tomadas para que o País volte a ter um ciclo econômico favorável, entrando em um caminho de desenvolvimento sustentável com ritmo ascendente”, ressaltou.

Hamilton Mourão salientou que, desde 2014, o País enfrenta um cenário de déficits públicos. “Para solucionar esse problema, precisamos investir nas reformas, como a da Previdência, que já foi feita, bem como a Administrativa e a Tributária; além de avançar nos processos de privatizações, de modo que seja reduzida a aplicação de recursos para alimentar empresas estatais que são dependentes do Tesouro Nacional e não trazem lucro nenhum para o País – não há solução fora disso diante da situação que estamos vivendo, e compete ao governo levar o assunto adiante”, assinalou.

Também participaram da reunião, representando o Banrisul, o vice-presidente e diretor de Controle e Risco; Irany de Oliveira Sant’ Anna Junior; o diretor Comercial de Distribuição e Varejo, Fernando Postal; a diretora Institucional, Raquel Santos Carneiro; o diretor de Crédito, Osvaldo Lobo Pires; o diretor de Finanças e Relações com Investidores, Marcus Vinícius Feijó Staffen; a diretora de Produtos, Segmentos e Canais Digitais, Claíse Müller Rauber; o diretor de Tecnologia da Informação e Inovação, Jorge Fernando Krug Santos; a diretora Administrativa, Suzana Flores Cogo; a superintendente regional, Marivânia Fontana; e o assessor político do Banco, Denis

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