Desde a sua posse no comando do STF, Luiz Fux já enquadrou Gilmar Mendes, Lewandowski e Marco Aurélio

O Presidente do STF há um mês,  ministro Luiz Fux, único magistrado de carreira na Corte, vem fazendo a diferença, como há muito não se via. Primeiro, devolveu ao plenário as decisões da Segunda Turma sobre matéria penal, acabando com a farra comandada pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski que, sozinhos, vinham aprovando decisões favoráveis a notórios ladrões e criminosos do País.

Na noite do último sábado, Luiz Fux, em novo e arrojado movimento, suspendeu a escandalosa decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que, em véspera de feriadão, mandou soltar, a pedido do escritório de um ex-assessor, o milionário André do Rap, tido como um dos principais narcotraficantes do País, sendo um dos líderes do PCC, Primeiro Comando da Capital. Fux baseou sua decisão no fato de André do Rap ser “de comprovada altíssima periculosidade”. Marco Aurélio esperneou, é claro.

Pedido foi do escritório de ex-assessor de Marco Aurélio

O que Luiz Fux identificou também na apressada decisão de mandar soltar o líder do PCC foi que, escandalosamente,  o escritório do ex-assessor de Marco Aurélio, Eduardo Ubaldo Barbosa, patrocinou a causa do traficante. Eduardo não aparece assinando o pedido. Quem assina é a sócia dele, Ana Luísa Gonçalves Rocha. Eduardo Ubaldo Barbosa foi assessor do gabinete do ministro do STF até fevereiro deste ano. Em qualquer país civilizado, teríamos aí farta munição para o afastamento de um ministro do STF. Marco Aurélio disse à imprensa que “não sabia” que o pedido para soltar o lider do PCC era do escritório do seu ex-assessor. 

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