Deputados e prefeitos criticam decisão do governo de colocar R$ 1,5 bilhão do Funrigs em concessão de rodovias.. Projeto do deputado Delegado Zucco revoga concessões.

A decisão do governador Eduardo Leite, de autorizar a concessão do Bloco 2 de rodovias (409 quilômetros abrangendo trechos da ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453) com leilão previsto para o dia 13 de março na sede da B3, em São Paulo, está deixando em polvorosa prefeitos, e deputados, até mesmo de partidos da base do governo.

As concessões atingem estradas simples localizadas no Vale do Taquari e Norte do Rio Grande do Sul. A concessão prevê 182 quilômetros de duplicações, 71,5 quilômetros de terceiras faixas, 745 quilômetros de acostamentos e 37 passarelas de pedestres. O bloco receberá R$ 6 bilhões em investimento.

Um anúncio que causa polêmica, é o aporte de  R$ 1,5 bilhão do Executivo, via Funrigs, o Fundo de Reconstrução do Estado. A empresa vencedora investirá R$ 4,6 bilhões em 10 anos,o que significa R$ 460 milhões por ano.

 

Projeto do deputado Delegado Zucco revoga as concessões

Para rever o tema, o deputado Delegado Zucco (Republicanos)   protocolou na Assembleia Legislativa, projeto que  revoga a Lei nº 14.875/2016, que autoriza o Poder Executivo a conceder à iniciativa privada a exploração de serviços e infraestrutura de transportes terrestres no Estado.

O deputado Delegado Zucco explica que o projeto tem o objetivo de reavaliar a política de concessões rodoviárias e devolver ao Estado a responsabilidade direta pela administração e manutenção das rodovias gaúchas:

– O cidadão já paga impostos suficientes — como o IPVA e o ICMS sobre combustíveis e fretes — para garantir estradas de qualidade. Cobrar novamente através de pedágios privados é onerar duas vezes o contribuinte”, afirma Zucco.

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