
Com base em dados fiscais do Banco Central, que excluem as estatais do setor financeiro (Banco do Brasil, Caixa e BNDES) e do grupo Petrobras, que operam com regras fiscais distintas, o déficit nas estatais tem sido uma marca do governo Lula.
Ao longo da gestão Bolsonaro o conjunto de empresas estatais apresentou superávit em 2019 (R$ 10,29 bilhões), 2021 (R$ 3,03 bilhões) e 2022 (R$ 4,75 bilhões) – em 2020, o resultado foi negativo em R$ 614 milhões. No acumulado do quadriênio, os números foram positivos em R$ 17,46 bilhões.
No atual mandato de Lula, há uma sequência de déficits até o momento: -R$ 656 milhões em 2023; -R$ 6,73 bilhões em 2024; e -R$ 5,13 bilhões em 2025. Em 2026, o déficit acumulado nos cinco meses do ano já chegava a R$ 5,96 bilhões, totalizando um rombo de R$ 18,48 bilhões entre janeiro de 2023 e maio deste ano.
