CACHOEIRINHA: Divisão entre vereadores já não garante aprovação do relatório do impeachment do prefeito e vice.

Já não existe mais certeza quanto à cassação do prefeito e vice de Cachoeirinha,depois do raxha ocorrido entre os apoiadores desse movimento.

A advogada Mauritânia Dallagnol analisou o caso,e comenta que os fatos imputados ao prefeito Cristian Wasem Rosa (MDB) e o vice João Paulo Martins (PP) têm como base “temas requentados, e na sua maioria já apreciados e arquivados pela Justiça”.

Um  sintoma dessa fragilidade e da falta de votos entre os vereadores foi percebido desde a ultima quinta-feira (13), quando começou a rachar a base de apoio ao impeachment.

Percebendo esse derretimento e o risco da falta de votos, com as deserções de vereadores nas últimas horas, os líderes do movimento pelo impeachment decidiram apressar a votação do relatório da comissão, agora antecipada para o final deste mês.

O grupo político ligado ao prefeito tem dialogado com vários vereadores de forma reservada, e estima já ter votos além dos seis necessários para derrubar o relatório.

O foco agora é somar mais apoios e redistribuir os espaços de gestão com os aliados. A advogada projeta que, passado esse episódio, “em respeito à comunidade, será preciso governar com seriedade e tranquilidade até o final do mandato”.

Advogada avalia os fatos: “muita fragiidade”

A advogada Mauritânia Dallagnol explica que tramitam na Câmara Municipal de Cachoeirinha dois processos visando a cassação do mandato do Prefeito Cristian Wasen, por supostas infrações político-adminsitrativas denunciadas por Valdemir de Almeida. As denúncias são infundadas e não se enquadram, de modo algum, na tipificação legal invocada, garante.

A quase totalidade dos fatos narrados na primeira denúncia, explica a advogada, são temas requentados, equivalentes aos fatos já apreciados e julgados pela Justiça Eleitoral de Cachoeirinha, atestando a inexistência de qualquer abuso de poder.

Os fatos remanescentes, todos relativos ao mandato anterior (fatos de 2024), nada tem de irregular, afirma.

Da mesma forma acontece com o segundo processo. Ela explica que “trata-se de ações administrativas levadas a cabo pelas secretarias municipais, na maioria sob responsabilidade de servidores concursados e devidamente justificadas”.

– É preciso frisar que este importante instrumento que é a Comissão Processante não pode ser desvirtuada para servir a uma maioria de ocasião em detrimento do voto dos eleitores que de forma legítima elegeram seus representantes no Executivo. Espera-se que os parlamentares de Cachoeirinha respeitem esta decisão soberana do povo, alerta a advogada.

 

flaviorrpereira@gmail.com

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