Artigo: Pandemia de Hipocrisia (por Fabio Paiva)

Pandemia de Hipocrisia

Fábio Paiva

Em agosto último escrevi o artigo “Hipocrisia em Tempos de Pandemia”, um desabafo sobre o que eu vinha testemunhando, de seguidas tentativas da esquerda em usar a Covid-19 para desestabilizar o Governo Federal. Agora, o que percebo, é que existe uma pandemia de hipocrisia.

Como jornalista, não consigo ficar calado sobre o papel de parte de nossa imprensa. Foi triste assistir apresentadores de noticiários de grandes redes de TV comemorando o crescimento do número de mortos na pandemia, com seus sorrisos de Monalisa, sempre que algo de ruim era noticiado e que pudesse ser imputado à gestão Bolsonaro.

Nas últimas semanas o número de casos de mortes tem despencado em todo o País, mas a imprensa ideologizada, sem recuar na sua postura de provocar o terror e o pânico entre a população e forçar o lockdown, repetindo o mantra do “fique em casa”, já começa a alardear sobre a possibilidade de uma segunda onda de Covid-19 no Brasil. Essa imprensa funerária não admite imunização de rebanho e não aceita que a pandemia esteja controlada e sendo vencida. O jornalismo do terror persiste, mesmo que diversas vacinas já estejam em fase final de testes e logo estarão à disposição em todo o planeta. Ela sabe que sua narrativa vai desintegrar assim que a vacinação começar.

A esquerda aproveitadora, como sempre, chegou a denunciar Bolsonaro por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda. O acusaram de ter negligenciado a doença. Na minha opinião, essa responsabilidade não é dele. Existem vários culpados.

Um deles é o Supremo Tribunal Federal, que tirou do Presidente da República o poder de coordenar os esforços de combate à Covid-19, transferindo essa responsabilidade a governadores e prefeitos, possibilitando, assim, todo tipo de desvios, fraudes e falcatruas com os recursos federais. Não satisfeito, o STF ainda impediu ações policiais e sobrevoos de helicópteros nas comunidades, dando sinal verde para a realização de pancadões e bailes funk, facilitando a disseminação da doença.

A culpa também é de alguns governadores e prefeitos, principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia, que convidaram o mundo para o carnaval, quando a pandemia já se fazia presente no Brasil. A folia aconteceu entre 21 e 26 de fevereiro de 2020, mesmo depois que Bolsonaro, no dia 4 daquele mês, já havia decretado estado de emergência em saúde pública no País. Lembro bem do doutor Dráuzio Varela afirmando na TV que a Covid-19 era só uma “gripezinha” e que o Carnaval “Globeleza” poderia acontecer sem risco para os foliões. Esses governadores e prefeitos também são culpados por impedir a população de usar o protocolo da hidroxicloroquina /Azitromicina /Ivermectina/Zinco para tratamento precoce. Optaram por seguir as orientações do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, de mandar o paciente para casa tomando Paracetamol e Dipirona e só procurar a rede hospitalar se estivesse com falta de ar. Tal postura provocou a superlotação das UTIs e mortes que poderiam ter sido evitadas. Esses sim deveriam ter sido denunciados por genocídio no Tribunal Internacional de Haia.

A esquerda acusou Bolsonaro em Haia, mas foi justamente ele que defendeu o protocolo precoce de tratamento. Não tinha eficácia comprovada, é verdade, mas vinha salvando vidas em todo o mundo. Era a única opção disponível. Foi ele quem determinou a liberação de bilhões de Reais para que estados e municípios enfrentassem a pandemia, além de outros bilhões como auxílio emergencial para milhões de trabalhadores que perderam o emprego ou passaram dificuldades ao longo da pandemia. Isso é negligenciar a pandemia? Muito pelo contrário!

Não posso deixar de destacar que o governador de São Paulo, João Dória, foi um dos que mais criticou o protocolo de tratamento precoce. Ele questionou a eficácia e a segurança da hidroxicloroquina, um medicamento com mais de 70 anos de uso sem registros de efeitos colaterais. Mas, ao mesmo tempo, ampliou a quarentena no Estado e agora quer que a população seja obrigada a tomar a vacina chinesa, que só tem três meses de testes. É hipocrisia ou irresponsabilidade?! Provavelmente ele acha que a pessoa que não tomar a vacina vai contaminar a que tomou. É uma piada pronta!

A culpa também é do Congresso Nacional, que mais atrapalhou que ajudou durante a pandemia, ao deixar caducar inúmeras Medidas Provisórias. Elas perderam a validade porque os dirigentes da Câmara e do Senado não quiseram colocá-las em votação. O Legislativo, no meu entendimento, foi omisso!

A hipocrisia que reinou nesses tempos de pandemia foi assombrosa. Ainda em 2019 tentaram responsabilizar Jair Bolsonaro pelo derramamento de óleo nas praias do Nordeste e pelos incêndios florestais na Amazônia. Não satisfeitos, agora em 2020, também tentaram pintar Bolsonaro como o “Imperador Nero” do Pantanal.

Bolsonaro sempre pregou isolamento vertical, só para grupos de risco e idosos. Dizia que a economia precisava girar e que o confinamento de todos iria provocar desemprego e quebradeira e que a fome mataria mais gente que a Covid-19. As economias do mundo sofreram. A do Brasil teve retração de 9,7% e foi ultrajante ver parte da imprensa, mais uma vez, responsabilizar o Presidente. O PIB só não foi pior porque Bolsonaro agiu e fez a economia girar, com a liberação de crédito para empresas e auxílio emergencial. A imprensa politizada, que pregou o lockdown como um mantra, é que deveria pagar pelo rombo econômico do País.  Até a Organização Mundial de Saúde já mudou o seu discurso. O responsável da OMS para a Covid-19 na Europa, David Nabarro, afirmou que “os confinamentos têm apenas uma consequência que nunca deve ser subestimada: tornar os pobres muito mais pobres”.

Felizmente, a comunidade científica e médica mundial tem aprendido com a pandemia. E, aqui, no Brasil, a população está acordando e já não mais acredita nas narrativas terroristas e funerárias da imprensa e da esquerda hipócritas, que estão caindo por terra uma a uma. Os resultados das eleições municipais dão bem essa dimensão. A imprensa ideológica comemorou que dos treze candidatos a prefeito apoiados por Bolsonaro, nove não se elegeram, mas simplesmente ignoraram a surra que os partidos de esquerda, principalmente o PT, tomaram nas urnas. Com apenas 174 prefeitos eleitos, nenhum em capital estadual, o PT virou partido nanico.

 

Fábio Paiva é jornalista, analista em marketing digital, designer gráfico e Diretor-Executivo da FStation Comunicação.

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