Alcolumbre e os dez dias sem resposta ao fim da jornada 6×1

A proposta para o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 alcançou dez dias sem qualquer encaminhamento dentro do Senado e com recado claro do presidente Davi Alcolumbre (União-AP): a Casa não vai apenas carimbar a PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada pelos deputados.

A versão que passou pela Câmara, em 27 de maio, prevê redução do limite de horas de trabalho semanais (de 44 para 40), a ser implementada 14 meses após a promulgação da PEC, além de direito a duas folgas por semana, sem redução de salário.

O forte apelo popular da proposta ajudou a dar visibilidade ao fim da escala e se refletiu na votação da Câmara, onde o texto foi aprovado com ampla maioria: 472 votos favoráveis e 22 contrários em uma das análises.

Agora, o governo aposta na mobilização social para pressionar o Senado e tentar concluir a votação ainda no primeiro semestre.

Gesto à oposição

Diferentemente do texto da Câmara, que está estacionado, Alcolumbre encaminhou à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) uma PEC elaborada pela oposição e que propõe um modelo flexível, com o salário sendo definido conforme as horas trabalhadas, em vez de uma contratação formal nos moldes da CLT.

O envio para a comissão foi feito no mesmo dia em que o texto foi protocolado.

 

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