Sistema CNA/Senar reuniu especialistas na COP30 para debater sobre o tema “Instrumentos financeiros para a transição nos trópicos”.

O Sistema CNA/Senar reuniu especialistas e promoveu na sexta (14), no estande da Blue Zone, debates sobre o tema “Instrumentos financeiros para a transição nos trópicos”.

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Participaram da discussão o professor de agronegócio do Insper, Marcos Jank, o gerente de sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Pedro Werneck, a diretora de Pesquisa da Climate Policy Initiative (CPI-PUC-RJ), Joana Chiavari, o especialista do Banco do Brasil, Jorge Gildi, e a representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Tatiana Schor.

O debate foi moderado pela assessora de Relações Internacionais da CNA, Isadora Souza, que destacou a importância dos instrumentos financeiros públicos e privados para impulsionar a transição climática e o desenvolvimento sustentável nos países com agricultura tropical.

O professor Marcos Jank destacou os ganhos de produtividade da produção agropecuária brasileira na comparação com outros países e o crescimento da produção sustentável.

Ele também falou sobre o surgimento de diversas linhas de financiamento não apenas com recursos públicos, mas de instituições privadas, visando à transição na agricultura tropical, que precisam chegar em maior volume ao produtor rural.

Exemplos – Jank abordou, ainda, programas de agricultura de baixa emissão de carbono, como Programa ABC e o ABC+, com uma série de medidas voltadas para tecnologias como recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), plantio direto, tratamento de dejetos, entre outras.

A representante da CPI, ligada à PUC-RJ, ressaltou o comportamento das ações de financiamento climático nos últimos anos e que o país tem exemplos para compartilhar com o mundo em relação a iniciativas de adaptação à transição climática no agro.

Joana Chiavari afirmou que o setor agropecuário pode se beneficiar de financiamentos voltados para a produção sustentável, sistemas agroflorestais, recuperação de pastagens e outras boas práticas ambientais.

O gerente de sustentabilidade da CNSeg, por sua vez, enfatizou a importância de fortalecer o setor produtivo com instrumentos de seguro e gestão de risco, uma vez que, segundo ele, apenas 7% de toda a área cultivada do país possui seguro.

Pedro Werneck também falou sobre iniciativas para direcionar instrumentos financeiros estimulando as práticas sustentáveis e conformidade socioambientais para disponibilização do seguro agrícola.

Parcerias – Já o representante do BB, Jorge Gildi, mencionou algumas modalidades de financiamento da instituição financeira voltadas para práticas sustentáveis e para a bioeconomia, economia verde, baixo carbono, reflorestamento, tratamento de dejetos, assistência técnica e inovação tecnológica no agro.

Por fim, a representante do BID, Tatiana Schor, destacou as parcerias do banco com instituições financeiras no país e fundos internacionais para financiamento de iniciativas com o objetivo de promover a transição em contextos já existentes de eventos climáticos adversos, além de manejos de riscos e desastres.

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