21/12/2016 Carrossell de informações

Base de Sartori continua firme

A performance da base aliada do governo Sartori, à exceção da bancada do PDT, mas com o reforço do PTB, mostrou vigor na sequência de votações do pacote até agora, das propostas de extinção de fundações,e órgãos mantidos pelo executivo. As aprovações têm ocorrido com folga, embora até agora a base não tenha sido testada em PÈCs (Propostas de emenda Constitucional) que exigem quorum de 33 votos.

Possibilidade de convocação extraordinária

A liderança do governo e os lideres da base aliada têm como meta, que a Assembleia vote todos os projetos até o final desta quinta-feira, caso contrário haverá convocação extraordinária para sessões. As sessões da convocação extraordinária, sem custos para o contribuinte, começariam a partir de terça-feira.

Ainda o acordo da dívida

Já existe um quase consenso no Governo Federal, de que o presidente Michel Temer poderá sancionar o projeto de renegociação da dívida dos Estados sem as contrapartidas que obriguem os Estados a uma disciplina fiscal, mas exigi-las posteriormente, quando da assinatura dos contratos. Ontem, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) defendeu, que o governo federal não implemente o acordo de renegociação das dívidas e recuperação fiscal dos Estados após as contrapartidas terem sido retiradas do texto que foi aprovado ontem na Câmara, mas que exija as contrapartidas quando da assinatura dos novos acordos.

Lasier: tristeza e alívio por deixar o PDT

Com a palavra, o senador gaúcho, advogado e jornalista Lasier Martins:
“Duas razões me levaram a encaminhar à direção do PDT, e ao Tribunal Eleitora, meu pedido de desfiliação. A primeira: o continuo desrespeito por parte do presidente do partido. Ainda na semana passada,anunciou publicamente com grande alarde que iria reunir o partido paras expulsar os senadores. Cristovam Buarque, Antonio Reguffe e Zezé Perrela. País vive profundo caos econômico,e ninguém sugeriu algo melhor que reduzir os gastos e controlar o orçamento como prevê a PEC do Teto. Nunca propôs nenhuma medida,sempre viveu apegado ao poder e ao PT.

A segunda razão foi a desilusão e a desistência de continuar lutando por um trabalhismo renovado, modernizado, ao encontro dos novos tempos que nós vivemos, das novas tecnologias, da concorrência chinesa que nos tira tantos empregos. O presidente do PDT jamais reuniu o partido para discutir estes novos tempos e examinar alguma proposta. E agora por fim, a ameaça de uma expulsão, a qual ele iria presidir no mês de março. É evidente que até por auto-respeito eu não poderia esperar por uma reunião destas. Não há condições, e por isso pedi a desfiliação ao tribunal,e ao partido. Nos próximos dias vou pensar, avaliar, colocar na balança pros e contras e aí decidir em qual partido poderei me adaptar e colocar em pratica as minhas ideias. Do jeito que estava, lamentavelmente não dava mais. Saio com muita tristeza.”

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