Governo gaúho avalia,e aceita reconsiderações das regiões de Passo Fundo, Caxias do Sul, Erechim e Taquara, que ficarão em bandeira laranja

A análise dos 37 recursos apresentados por municípios e associações preliminarmente classificados com bandeira vermelha levou à decisão de passar para laranja as regiões de Passo Fundo, Caxias do Sul, Erechim e Taquara na 9ª rodada do Distanciamento Controlado. As regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Palmeira das Missões e Pelotas estão na bandeira vermelha.

O mapa definitivo, com seis regiões classificadas em vermelho (risco alto) – Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Palmeira das Missões e Pelotas – e as outras 14 em laranja (risco médio), foi divulgado pelo governador Eduardo Leite após reunião do Gabinete de Crise nesta segunda-feira (6/7).

A vigência das novas bandeiras começa à 0h desta terça-feira (7/7) e se encerra às 23h59 da próxima segunda-feira (13/7). O mapa e os protocolos de referência podem ser consultados em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

Em artigo, Desembargador José Aquino Flores de Camargo afirma: “As pessoas estão esgotadas. Ninguém atura mais esse discurso

 

Em artigo, Desembargador aposentado (Ex-presidente do TJ-RS) José Aquino Flores de Camargo afirma: “As pessoas estão esgotadas. Ninguém atura mais esse discurso

RESSUSCITEM CHURCHILL”

Não costumo escrever aqui, mas a angústia dessa tortura que se prorroga provoca a ansiedade. Sou um privilegiado, portanto falar, na minha ótica, significa demonstrar o mínimo de empatia com o drama dos outros. As pessoas estão esgotadas.

Ninguém atura mais esse discurso. Bandeira vermelha só no Beira Rio. E preta é lá no Corinthians. O pico já subiu e desceu inúmeras vezes. Isso parece filme pornô. Desculpem a ironia..

Enquanto o vírus era exclusivamente da camada alta da população, exigiu-se solidariedade: todos para casa, para quebrarmos juntos. Agora, o vírus está na comunidade. Isso seria inevitável cedo ou tarde. Mandar para casa é exigir que o contágio se dissemine lá mesmo. E que fiquem à sua própria sorte… Ninguém pode ignorar a alta densidade populacional na periferia dos centros urbanos. Tampouco passam despercebidas as precárias condições sanitárias de vida. Mas não é isso que os protocolos de saúde querem evitar: aglomerações em pequenos ambientes fechados? Agora, além de quebradas, desempregadas, as pessoas ficarão desesperadas.

Depressão traz tristeza, conflito, desesperança e violência. Pior que o vírus é a falta de saúde mental. Reações desproporcionais serão rotina do comportamento social. Essa história, portanto, será melhor interpretada logo adiante.

Não pode ser avaliada pelo número absoluto de mortes; será pelos efeitos deletérios e devastadores que ela poderá produzir. Até agora, estamos sendo conduzidos como rebanho pela lógica do pensamento único: quem discorda é rotulado por atentar contra valores básicos de vida.

Que falta a humanidade sente de um homem como Winston Churchill. Não se vence uma guerra sem sangue, suor e lágrimas. Falta-nos o mínimo de enfrentamento. Deixamos os profissionais da saúde sozinhos. Enquanto eles se arriscam, pouco se produziu para sustentar o povo em pé.

Churchil dizia, reverenciando aos jovens pilotos ingleses: nunca muitos deverão tanto a tão poucos…

O mesmo há de se dizer em relação aos nossos profissionais da saúde. A diferença é que lá, o resto da população tratou de trabalhar e produzir condições de enfrentamento. Que depois se viu foi a força para destruir o nazismo. Aqui, ficamos em casa para quebrar, esperando o milagre da vacina. E, dizem, até medicamentos e insumos já estariam faltando…

Que Deus nos ajude, porque nós estamos sentados.

Ninguém imagina irresponsabilidade: proteção aos idosos e vulneráveis. E eu os tenho muito próximos, portanto sou insuspeito. E sei que eles preferem o risco do afeto à ausência da solidão devastadora.

E vamos, aqueles que podem, respeitando os protocolos de saúde, ao trabalho, para ajudar nossos heróis nessa guerra.

Fechar e lacrar não parece mais possível. Definitivamente, a vida tem que seguir. Até em respeito aos que tombaram!”

Pesquisadores testam novo método americano que promove dessalinização da água mais sustentável

A busca de fontes de água. Recurso essencial para a sobrevivência dos seres vivos, a água tem se tornado uma das maiores preocupações mundiais. À medida que a população global cresce, o mesmo ocorre com a demanda por água doce. E, com o aumento contínuo das temperaturas globais, a escassez tende a piorar. Em busca de alternativas que ajudem a lidar com esse problema, pesquisadores americanos desenvolveram um método que tem o objetivo de melhorar o processo de dessalinização. Segundo eles, a tecnologia é mais eficaz do que as atuais, graças ao uso de um solvente, além de ser sustentável e econômica. O trabalho foi detalhado na revista especializada Environmental Science & Technology.