A NOVA IMAGEM DE MICHEL TEMER

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O presidente Michel Temer acolheu em boa hora, a sugestão levada pelos membros do seu núcleo mais próximo, para que seja iniciado um trabalho destinado a “repaginar” a sua imagem,e a própria imagem do governo. De forma sensata, por mais dura que seja a crítica,mesmo por razões ideológicas, não há como deixar-se de admitir que a afenda de reformas aprovadas pelo governo, conseguiu revitalizar a credibilidade do país junto aos grandes investidores internacionais. As sucessivas vitórias no Congresso – à exceção da Reforma da Previdência,a mais vital, e ainda no horizonte do governo – devem-se a uma sólida e afinada equipe de articulação política, onde desponta o coordenador político,o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

ESTRATÉGIA AGUARDA VOTAÇÃO DA DENÚNCIA

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A estratégia já deveria estar em andamento. Porém, foi adiada para logo após a votação da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República,e baseada em um tumultuado processo de delação premiada realizado junto aos dirigentes da empresa JBS, Joesley e Wesley Batista, hoje presos. A idéia é “repaginar” a imagem do presidente, hoje ostentando recordes de rejeição. A imagem do “reformista” efetivamente não funcionou. Agora, o desafio da comunicação será transferir os êxitos das reformas,e seus reflexos positivos na economia, para a imagem de um presidente mal avaliado, na ótica do governo. A tradução destas ações será buscada no foco da imagem de um “Plano Temer”, demonstrando os resultados dessas medidas que têm em Michel Temer o supremo comandante.

CRÍTICAS ORQUESTRADAS

Orquestra

Um levantamento feito por especialistas na análise do comportamento das redes sociais indicou que cerca de 70% das manifestações críticas nos endereços virtuais de Michel Temer, partem de grupos politicos orquestrados. Alguns, contratados específicamente para essa finalidade. Com isso, na análise dos especialistas, apenas 30% das manifestações nas redes sociais, mesmo que de críticas ao presidente e ao seu governo, seriam efetivamente espontâneas.

A MÁ IMAGEM COMEÇA NOS MUNICÍPIOS?

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O jornal O Globo concluiu um levantamento com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, e dos Tribunais Regionais Eleitorais de todos os estados,e indicou que desde as eleições de 2016, até agora 49 governantes perderam seus cargos. Isto indica em média,um prefeito cassado, por semana. E este número deverá subir, em razão de existirem em 26 estados, mais de 300 processos em andamento,contra prefeitos. A análise demonstra que duas motivações levam à existência de tantos processos: de um lado prefeitos que respondem a processos,  já foram cassados em primeira instância, mas se mantêm no cargo à custa de recursos nos TREs, ou no Tribunal Superior Eleitoral, tentando adiar a decisão final, e assim esticando seus mandatos. De outro lado, existem os adversários derrotados que não dão como perdida a eleição e brigam no “tapetão” por uma nova eleição, que reverta o resultado anterior.

O Blog de Flavio Pereira