PORTO ALEGRE NÃO TERÁ DINHEIRO PÚBLICO NO CARNAVAL

O anúncio preliminar,é do prefeito da capital gaúcha. Nelson Marchezan Junior (PSDB) analisou as contas da cidade, e afirmou que não terá como liberar os R$ 7 milhões previstos para a associação que organiza o carnaval de Porto alegre. O raciocínio de Marchezan é simples: se não há dinheiro para pagar todas as contas, não é lógico o município jogar a fundo perdido, R$ 7 milhões num evento que não é prioridade para a maioria dos porto-alegrenses.

Precedentes dão razão ao prefeito

Provavelmente o prefeito da capital gaúcha deve ter observado exemplos semelhantes aplicados no estado, e que redundaram em apoio total das comunidades. Foi o caso do prefeito de Passo Fundo, Luciano Azevedo que cortou as verbas para o carnaval, preferindo aplicá-las na instalação de aparelhos de ar condicionado nas escolas da cidade. O resultado veio nas urnas: Azevedo, por esta e outras medidas foi reeleito com mais de 70% dos votos. O outro caso vem de Pelotas onde Eduardo Leite cortou as verbas para o carnaval e remanejou os recursos para a saúde e educação. Nas últimas eleições Leite não quis concorrer à reeleição, me apoiou sua vice-prefeita Paula Mascarenhas,que elegeu-se para a prefeitura no primeiro turno.

Minoria fundamentalista

O presidente da República Michel Temer, que vem ao Rio Grande do Sul nesta segunda-feira para a entrega de ambulâncias, inegavelmente vem colhendo êxitos na proposta de várias reformas impopulares encaminhadas ao Congresso. As medidas vinham sendo adiadas há pelo menos dez anos,e vão desde a renegociação das dívidas com os estados,até a fixação de teto de gastos nos orçamentos dos poderes. Porém, ainda assim, o presidente da República recebe de forma reiterada, dura crítica de uma minoria fundamentalista que não perdoa o fim do aparelhamento do estado, e o término do financiamento de atividades violentas de intimidação da população. Algo que aqueles que conhecem os mecanismos ideológicos de dominação identificam como estratégias de “amansamento” do povo até que se chegue à “paz dos cemitérios” visível em “democracias” como Cuba e Coréia do Norte,por exemplo. A esses movimentos, fortemente ativos nas redes sociais, ou mesmo em determinadas manifestações supostamente em defesa da “liberdade e da democracia” movidas a destruição do patrimônio público e privado, pedras, coquetéis Molotov e estilingues de bolas de gude, Temer não deve se intimidar. A saída para Temer tornar-se simpático a estes grupos e ser idolatrado por estes zumbis ideológicos, seria simples: vestir uma camisa de Che Guevara, ou usar um chapéu vermelho que os identificasse com estas hordas. Mas provavelmente Michel Temer saiba que, usando este artifício, talvez até conquistasse esses grupos celerados minoritários, mas perderia de vez a maioria silenciosa da população brasileira.

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